Entre obras, prazos e desafios reais, bolsistas constroem suas trajetórias enquanto ajudam a qualificar a gestão pública no Maranhão

Mais do que acelerar obras ou otimizar processos, o Projeto de Inovação na Gestão Pública Aplicada (PGPA) tem colocado jovens profissionais no centro de uma experiência que combina prática, aprendizado e impacto real. No Maranhão, engenheiros, arquitetos e técnicos bolsistas deixam de ser apenas espectadores da gestão pública para se tornarem parte ativa das soluções que chegam à população.
Na rotina desses profissionais, o desafio vai além da teoria. Eles acompanham de perto o planejamento, a fiscalização e a execução de obras que impactam diretamente a vida de milhares de pessoas. É nesse ambiente que o conhecimento acadêmico ganha corpo — e propósito.

Sthenio Fagundes exibe o termo de outorga assinado durante solenidade em Imperatriz
Para muitos deles, o programa representa a primeira oportunidade concreta de atuar na própria área com responsabilidade e escala. “A aprovação no PGPA representa um compromisso com o futuro. Sinto-me honrado em fazer parte de um projeto que busca atrair novos profissionais das áreas de arquitetura e engenharia, promovendo inovação e desenvolvimento”, afirma Sthenio Fagundes, bolsista na área de Engenharia.
A mesma percepção aparece no relato de Sara Ludmila, que vê na experiência um ponto de virada.

“Essa oportunidade marca um momento decisivo na minha vida profissional e pessoal. Tenho grandes expectativas de corresponder às demandas sociais por meio de um trabalho significativo na gestão pública”, Sara Ludmilla.
Já Matheus Alves destaca o alcance dessa vivência. Para ele, o PGPA amplia horizontes ao permitir que jovens profissionais atuem em projetos concretos, com impacto direto nas cidades. “Vejo o PGPA como uma porta aberta para ampliar minha atuação no setor. A parceria entre instituições e a integração entre ciência, tecnologia e gestão pública são fundamentais, não apenas para o crescimento dos profissionais envolvidos, mas, principalmente, para beneficiar diretamente a população”, pontua.

Na prática, o programa cria uma ponte entre formação e realidade — algo ainda raro em muitas trajetórias profissionais. Ao integrar esses bolsistas às demandas do setor público, o Maranhão passa a contar não apenas com reforço técnico, mas com uma nova geração de profissionais que aprendem fazendo, errando, ajustando e evoluindo dentro de contextos reais.
A iniciativa, realizada por meio de parceria entre FAPEMA, Agência Executiva Metropolitana do Sudoeste Maranhense (Agemsul) e a Secretaria de Estado de Governo (Segov), amplia significativamente a capacidade de atuação da gestão pública na região.
A Agemsul, que antes atendia 22 municípios, passa a alcançar 37 cidades, fortalecendo sua presença e eficiência operacional.
Segundo o presidente da Agemsul, Vagtônio Brandão, o projeto é um catalisador do desenvolvimento regional. “Esse projeto fortalece diretamente a capacidade do Maranhão de crescer com planejamento e qualidade. Ao integrar profissionais especializados à nossa atuação, conseguimos executar obras com mais precisão, incorporar inovação tecnológica e ampliar nosso alcance. Isso se traduz em infraestrutura melhor, serviços mais eficientes e mais desenvolvimento para os municípios atendidos”, afirma.
Durante sua execução, o PGPA atuará em frentes essenciais para o desenvolvimento do estado, como projetos de drenagem, pavimentação e construção de equipamentos públicos, incluindo hospitais, escolas e creches. A presença dos bolsistas nesses processos garante suporte técnico qualificado, e também uma nova cultura de gestão baseada em dados, planejamento estratégico e inovação contínua.







