Pesquisa da UFMA investiga o uso combinado de silício e Azospirillum brasilense para otimizar o cultivo do milho diante das limitações hídricas e nutricionais de Chapadinha
Cinthya Letícia Belfort

Médica Veterinária formada pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e técnica em Meio Ambiente pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) – Campus Itapecuru-Mirim.
VENCEDORA DO PRÊMIO FAPEMA 2026
Categoria: Jovem Cientista
Área – Ciências Agrárias
Título – Vulnerabilidade à influenza aviária em sistemas de subsistência no Maranhão: Riscos na interface entre aves migratórias e aves domésticas
Orientadora – Carla Janaína Rebouças Marques do Rosário

A pesquisa ‘Vulnerabilidade à influenza aviária em sistemas de subsistência no Maranhão: Riscos’ é um exemplo de como a ciência pode ser uma grande aliada na prevenção e desenvolvimento regional. O estudo apresenta um diagnóstico que pode contribuir para aprimorar a vigilância sanitária, proteger a criação familiar de aves e reduzir riscos à saúde pública.
Tendo como espaço o Sítio Migratório de Panaquatira, em São José de Ribamar, o estudo realizado pela pesquisadora da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Cinthya Letícia Corrêa Belfort, analisou as condições sanitárias de criações de aves de subsistência.
Este sítio está em uma região considerada estratégica para a vigilância epidemiológica, devido à proximidade entre aves migratórias e domésticas. A pesquisadora entrevistou 70 criadores cadastrados na Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED-MA), por meio da aplicação de questionários que abordaram perfil socioeconômico, práticas de manejo, cuidados sanitários e conhecimentos sobre a influenza aviária.

Apesar dos desafios, a pesquisa revelou uma oportunidade importante: a receptividade dos criadores a ações educativas. O resultado aponta que iniciativas de orientação sanitária, comunicação de riscos e aproximação entre produtores e serviços oficiais podem fortalecer a prevenção e ampliar a participação das comunidades na vigilância epidemiológica.

Sob orientação da professora Orientadora – Carla Janaína Rebouças Marques do Rosário, a pesquisa resultou em produção científica com potencial de alcance internacional, com o artigo ‘Biosecurity practices and risk perceptions in subsistence poultry systems at the wildlife domestic interface in Maranhão, Brazil’, publicado no periódico Preventive Veterinary Medicine: Regional Studies and Reports, indexado na Web of Science. E também integrou o livro ‘Influenza aviária em criações de subsistência: riscos epidemiológicos, medidas de prevenção e desafios no contexto da saúde única’, ampliando a disseminação do conhecimento produzido.
Além da contribuição científica, o trabalho oferece subsídios para a atuação de instituições do segmento, auxiliando no planejamento de ações de educação sanitária e vigilância. “A pesquisa mostra que conhecer a realidade dos criadores é importante para identificar riscos e elaborar estratégias de prevenção adequadas às necessidades locais”, pontua Cinthya Belfort. O estudo se destaca também por vencer o Prêmio FAPEMA 2026, na categoria Jovem Cientista, na área de Ciências Agrárias.





