Reportagem especial da Rádio Híbrida, projeto da UFMA, mostra como a divulgação do conhecimento acadêmico pode ampliar o acesso à informação sobre direitos, prevenção da violência de gênero e redes de apoio às mulheres.
Maria Ruth Sousa Lopes Silva
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Graduada em Comunicação Social — Jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e mestranda em Comunicação Profissional pelo PPGCOM Pro (UFMA).
VENCEDORA DO PRÊMIO FAPEMA 2026
Categoria: Comunicação Científica
Área: Radiojornalismo
Título: A contribuição da pesquisa para a compreensão da violência contra a mulher no Maranhão
Tornar o conhecimento científico acessível à população é uma das formas de aproximar a universidade dos desafios enfrentados pela sociedade. Quando o assunto é a violência contra a mulher, essa conexão se torna ainda mais importante, pois a circulação de informações confiáveis pode contribuir para o reconhecimento de situações de abuso, o conhecimento de direitos e a busca por apoio.
No Maranhão, esse papel foi explorado pela reportagem especial A contribuição da pesquisa para a compreensão da violência contra a mulher no Maranhão, produzida pela Rádio Híbrida, iniciativa do Grupo de Pesquisa em Estratégias de Comunicação (GPECOM) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Elaborada e conduzida pela jornalista Maria Ruth Sousa, a matéria reúne pesquisadoras e profissionais especializados para explorar de que maneira os estudos científicos ampliam o entendimento sobre a violência de gênero e contribuem para formular medidas de prevenção, proteção e combate a esse problema social. O trabalho evidencia a importância da comunicação científica para levar informações produzidas nas universidades a públicos mais amplos, utilizando a linguagem jornalística para tornar temas complexos mais próximos do cotidiano da população.
Ao explicar a proposta da produção, Maria Ruth destaca a relação entre jornalismo e divulgação científica como eixo central do trabalho. “A reportagem tem como objetivo aproximar o conhecimento científico da sociedade por meio do jornalismo. O trabalho reuniu contribuições de várias vozes para discutir a violência de gênero, suas dinâmicas e as estratégias de prevenção e enfrentamento. Entre as iniciativas apresentadas está o AUDIAM — Audioteca de Apoio à Mulher, que propõe o uso do hiperáudio como recurso educomunicativo para ampliar o acesso a informações sobre direitos das mulheres, prevenção da violência e redes de apoio.”
O hiperáudio combina conteúdos sonoros e recursos interativos, para facilitar o acesso à informação. A iniciativa busca atender especialmente mulheres com dificuldades de leitura ou em situação de vulnerabilidade, oferecendo conteúdos em um formato que pode tornar mais simples a compreensão de informações importantes para a proteção de seus direitos.
O AUDIAM reúne pesquisadoras de diferentes áreas do conhecimento: a professora doutora Catarina Sales, do curso de Sociologia da UBI; a professora doutora Rose Ferreira, do curso de Comunicação Social – Rádio e TV da UFMA; e a professora doutora Cristiane Carvalho, do curso de Psicologia da UFMA. Além disso, a pesquisa é desenvolvida em uma parceria entre a UFMA e a Universidade da Beira Interior (UBI), localizada em Covilhã, Portugal. A colaboração entre as áreas permite abordar a violência contra a mulher sob diferentes perspectivas e evidencia como a pesquisa acadêmica pode articular conhecimentos para compreender problemas sociais complexos.
A reportagem também amplia a discussão ao apresentar reflexões sobre as dinâmicas da violência doméstica e os fatores culturais que dificultam seu enfrentamento. Nela, a psicóloga Evelyn Lindholm explica como as agressões podem ocorrer de forma cíclica e produzir consequências que ultrapassam a relação entre a vítima e o agressor, atingindo também o ambiente familiar e comunitário. Compreender essa dinâmica é importante para reconhecer sinais de violência e identificar a necessidade de buscar proteção.
Essa atuação também se relaciona aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente ao ODS 5, que prevê a igualdade de gênero e o enfrentamento da violência contra mulheres e meninas. Ao dar visibilidade a pesquisas e iniciativas voltadas a esse tema, a reportagem contribui para ampliar o debate público sobre a prevenção da violência e a promoção dos direitos humanos.
A experiência reforça a relevância da divulgação científica como parte do compromisso social das universidades. Ao utilizar a comunicação para tornar o conhecimento mais acessível, iniciativas como a Rádio Híbrida ajudam a aproximar a produção acadêmica da realidade da população e a evidenciar como a ciência pode oferecer meios para compreender desafios sociais e construir caminhos para enfrentá-los.
A reportagem especial foi produzida e apresentada por Maria Ruth Sousa, com edição e sonoplastia de Jorge Sousa, capa e design de Saylon Sousa e coordenação geral da professora doutora Rose Ferreira. Ela foi publicada através do site oficial da Rádio Híbrida e pode ser ouvida pela plataforma de streaming online Spotify pelo QR code abaixo:

“O projeto evidencia o papel da universidade pública na produção e divulgação do conhecimento, aproximando ciência e sociedade e contribuindo para a promoção dos direitos humanos e da igualdade de gênero”, conclui a jornalista, vencedora do Prêmio Fapema 2026, na categoria Comunicação Científica – Radiojornalismo.






