Revista Inovação FAPEMA

ABA NO SUS: INICIATIVA AMPLIA ATENDIMENTO AO TEA E IMPACTA NA FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS

Programa implantado pelo governo estadual proporciona mais acesso a esta terapia na rede pública de saúde, além de promover a capacitação profissional

Durante um ano, os bolsistas do Programa ABA no SUS desenvolveram ações em unidades de saúde do estado

A utilização de princípios científicos da aprendizagem para compreender e modificar comportamentos é o que propõe a terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada). O tratamento foca em desenvolver habilidades e promover mais autonomia, de forma individualizada e baseada em evidências. Este atendimento foi ampliado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), na rede estadual de saúde, por meio do Programa ABA para o SUS e garante a formação de profissionais na terapia.

O programa contempla 22 bolsistas, entre preceptores, residentes acadêmicos e assistentes administrativos

 Desenvolvido no Centro Especializado em Reabilitação (CER) da Cidade Operária, no CER Anexo TEA Olho D’Água e no serviço TEA 12+, o programa acompanha 255 pacientes e já contabiliza mais de 7 mil procedimentos realizados em um ano de atividades. Pioneiro no país, o programa tem como foco a qualificação técnico-científica de profissionais e o atendimento especializado de crianças com TEA na rede pública estadual.

A terapia ABA desenvolve habilidades e promove autonomia de forma individualizada e baseada em evidências

Iniciado em outubro de 2025, o programa completa um ano e está na segunda etapa, atualmente com 22 bolsistas, entre preceptores, residentes acadêmicos e assistentes administrativos. O Programa ABA no SUS contempla formação acadêmica, pesquisa e atendimento especializado de crianças com TEA. Este processo terapêutico também envolve as famílias, tornando o atendimento ainda mais humanizado.

Psicóloga residente do programa, Mariana Sales Lacerda pontuou que “essa experiência permitiu observar, na prática, o impacto da terapia no desenvolvimento das crianças com TEA” e considerou “uma vivência muito rica por unir pesquisa, prática clínica e realidade do atendimento no SUS”. Ela desenvolveu o estudo ‘A aquisição da habilidade de sentar e seus efeitos no engajamento em atividades: um estudo sob a perspectiva da Análise do Comportamento Aplicada em contexto do Sistema Único de Saúde (SUS)’.

Atualmente, 255 pacientes recebem acompanhamento do programa estadual

Outra residente, Rayana Farah de Oliveira, pontuou o impacto do programa para sua atuação profissional e no desenvolvimento de procedimentos que fazem parte da rotina de trabalho. Ela desenvolveu o estudo de caso ‘O ensino do comportamento de sentar-se: Um estudo de caso sobre o desenvolvimento de uma habilidade socialmente relevante’, que mostra a importância da intervenção estruturada e individualizada.

O Programa ABA no SUS é executado por meio de uma parceria FAPEMA, Secretaria de Estado da Saúde (SES), Centro Universitário UNDB e Faculdade Estácio São Luís.

Avanços do ABA na rede estadual

Os avanços e os desafios da ação foram apresentados durante o I Workshop do Programa ABA no SUS, marcando o encerramento do primeiro ciclo de atividades. Resultados alcançados e debates sobre a formação especializada em ABA com exposição de vivências foram apresentadas no evento. O ponto alto do workshop foi a apresentação dos 15 estudos de caso clínicos elaborados a partir dos atendimentos, prontuários e evoluções dos residentes.

As atividades vêm sendo executadas em unidades especializadas da rede estadual de saúde

Ainda como parte da programação, foi exibido vídeo com depoimento de mãe atendida pelo programa e lançada a Cartilha ABA no SUS – Orientações para familiares e cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista. A Cartilha ABA no SUS é digital e foi estruturada em três volumes temáticos, abordando os fundamentos da Análise do Comportamento Aplicada, o manejo de comportamentos agressivos e autolesivos e a organização da rotina e continuidade do cuidado no ambiente domiciliar.

 

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