Pesquisa revela como a economia criativa pode fortalecer a geração de renda e impulsionar o desenvolvimento sustentável em São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.
Kimbelle dos Santos

Graduada em Tecnologia em Processos Gerenciais pelo IFMA – Campus São José de Ribamar.
Neste mês de férias, além da capital São Luís, municípios da Região Metropolitana, como São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, reúnem atrativos que vão das praias e passeios náuticos ao artesanato, à gastronomia e às manifestações culturais. Estes atrativos indicam um grande potencial para o turismo de experiência, um dos mais procurados na atualidade.

Em cada peça de artesanato, nas tradições preservadas pelas comunidades, nos sabores da culinária típica e nas paisagens que encantam moradores e visitantes, existe um potencial capaz de impulsionar o desenvolvimento regional. Foi justamente esse universo de criatividade, cultura e empreendedorismo que motivou a pesquisa “Economia Criativa: Inovação e Empreendedorismo em Territórios Históricos Culturais: Área Metropolitana de São Luís do Maranhão”.
O estudo foi realizado pela bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), Kimbelle Sousa dos Santos, sob orientação da professora doutora Fábia Holanda de Brito.
Kimbelle dos Santos dedicou sua pesquisa a compreender como a economia criativa pode fortalecer a cultura, estimular o empreendedorismo e ampliar as oportunidades de geração de renda nos municípios de São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, que integram a Região Metropolitana de São Luís.
Um importante resultado da pesquisa é a proposta de elaboração de um catálogo físico e virtual com trilhas culturais que conectem artesãos, pequenos produtores, espaços culturais, empreendedores e demais atores sociais. A iniciativa pretende ampliar a divulgação desses serviços em plataformas digitais, estimular novas parcerias institucionais e fortalecer ainda mais o setor cultural como vetor de desenvolvimento regional.

Os dados obtidos evidenciaram que esses territórios possuem grande capacidade de inovação e apresentam um ambiente favorável ao crescimento de empreendedores criativos. Além da geração de emprego e renda, a economia criativa fortalece a valorização da identidade multicultural maranhense, preserva patrimônios históricos e culturais e desperta o interesse de turistas e visitantes.
Um outro ponto é o potencial para o turismo de experiência, um dos mais procurados pelos turistas, que buscam a interação com moradores, aprendendo seus costumes, sua culinária ou as artes da região, em substituição a roteiros que fazem parte do turismo de massa.
Patrimônio que valoriza a identidade local
O estudo parte da compreensão de que os territórios históricos e culturais da Ilha de São Luís reúnem um rico patrimônio material e imaterial, capaz de impulsionar iniciativas inovadoras baseadas na valorização da identidade local. Os atrativos formam um ecossistema que vai além da preservação da cultura: movimenta a economia e fortalece comunidades.
“O projeto mostrou que a criatividade, quando aliada à cultura e ao empreendedorismo, pode gerar oportunidades, fortalecer identidades e criar caminhos para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, destaca Kimbelle Sousa dos Santos.
Durante um ano, a pesquisadora realizou um amplo trabalho de campo nos três municípios, visitando 15 estabelecimentos, entre associações de artesãos, restaurantes, centros culturais, galerias e cafeterias. A pesquisa foi desenvolvida de forma presencial, permitindo observar de perto a dinâmica dos empreendimentos, realizar entrevistas, coletar informações e compreender como a economia criativa se manifesta na prática.
A pesquisa também reforça que a economia criativa representa uma das áreas mais promissoras da economia contemporânea, reunindo cultura, consumo, tecnologia e inovação em um modelo capaz de gerar valor econômico e social. Ao transformar conhecimento, criatividade e patrimônio cultural em oportunidades de negócio, o setor contribui para o desenvolvimento sustentável e para a inclusão produtiva das comunidades.
Ao mapear experiências bem-sucedidas e propor ferramentas capazes de aproximar tradição, inovação e empreendedorismo, a pesquisa oferece subsídios para políticas públicas, incentiva novos negócios criativos e fortalece um dos maiores patrimônios do Maranhão: sua riqueza cultural.





