Ao Leitor
A ciência se consolida como ferramenta indispensável à produção de grãos de forma sustentável. No Maranhão, estado que a cada safra aumenta a produção agrícola, e consequentemente com isso vem os desafios enfrentados pelos produtores, as pesquisas se transformam em grandes aliados com respostas inovadoras para problemas históricos da agricultura. Ao investigar o uso de inimigos naturais no controle da praga no milho na região de Balsas, o estudo não apenas propõe uma alternativa técnica, mas também reforça um novo paradigma: o de que soluções sustentáveis podem — e devem — dialogar com os próprios mecanismos da natureza.
De acordo com estudos do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), em 2024, as culturas de culturas de soja, milho e arroz, que representaram mais de 90% da área plantada no Maranhão, responderam por 12,7 bilhões do Valor de Produção, cujo total foi de R$ 12,9 bilhões nas atividades agrícolas.
Com todo este potencial da agricultura, o conhecimento se torna um dos principais insumos para a área de expansão agrícola relevante, como o Cerrado maranhense.
Mais do que resultados imediatos, iniciativas como esta pesquisa do controle biológico com o uso de parasitoides representam um investimento no futuro. A pesquisa científica permite antecipar desafios, compreender dinâmicas complexas do campo e desenvolver estratégias mais resilientes.
Outro aspecto fundamental é o impacto social e econômico da inovação. Ao abrir possibilidades como a criação de biofábricas e o fortalecimento de cadeias produtivas locais, a ciência contribui diretamente para a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional. Trata-se de um ciclo virtuoso, em que o conhecimento produzido no território retorna como benefício para a própria sociedade.
O assunto é capa desta 59ª edição da Revista Inovação que, ligada a este tema, traz um vídeo com o gerente geral do Terminal de Grãos TEGRAM, Felipe Constantino, que faz uma análise da logística e produção de grãos no Maranhão e fala ainda sobre as perspectivas de futuro com a expansão agrícola.
Excelente leitura!
Nordman Wall
Presidente da FAPEMA





