Com duas décadas de dedicação à saúde pública, Erika Thomaz celebra o reconhecimento ao seu trabalho e reforça o protagonismo feminino na ciência maranhense
Erika Thomaz
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Realizou pós-doutorado em Saúde Global no Global Health Institute, Duke University, North Carolina, USA (2017) e um segundo Pós-Doutorado, em Avaliação de Serviços e Políticas de Saúde, no Politics and International Relations Department, University of Southampton, England, U.K. (2018). Possui doutorado em Saúde Pública (Epidemiologia) pela Universidade Federal da Bahia (2003-2007), mestrado em Odontologia (Diagnóstico Bucal) pela Universidade Federal da Paraíba (2000-2001). É graduada em Odontologia pela Universidade Federal do Maranhão (1996-2000).
VENCEDORA DO PRÊMIO FAPEMA 2025
Categoria: Pesquisadora Destaque FAPEMA 20 anos
Área de conhecimento: Ciências da Saúde
Título: Ciência e Inovação com impacto global e compromisso local: 20 anos com a Fapema em defesa do SUS
A trajetória da pesquisadora Erika Bárbara Abreu Fonseca Thomaz é um exemplo de como o investimento em ciência, aliado a uma consciência social aguçada, pode transformar a realidade de um estado. Professora Associada do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a pesquisadora celebra 20 anos de uma carreira marcada pela produção de conhecimento rigoroso e sua aplicação direta no Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre as diversas pesquisas apoiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico o Maranhão (FAPEMA), Erika Thomaz destaca, por exemplo, os estudos de avaliação da Atenção Primária à Saúde no SUS, incluindo o Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), cujos resultados subsidiaram políticas nacionais como a Política Nacional de Atenção Básica e mudanças na forma de financiamento do SUS em todo o país.
Outros trabalhos de Erika Thomaz que se destacaram foram as pesquisas sobre a Rede Cegonha e a atenção à saúde de mulheres e crianças nos primeiros 1.000 dias de vida, que influenciaram modelos de cuidado no Maranhão e no Brasil bem como os estudos de avaliação da atenção especializada em saúde bucal, com análise dos Centros de Especialidades Odontológicas em todo o país.
E, mais recentemente, as pesquisas voltadas à inovação tecnológica, com uso de análises de aprendizado de máquina para a predição de eventos futuros (como o nascimento prematuro) cujos estudos têm resultado em calculadoras de risco, dashboards e outras soluções de apoio à tomada de decisão, que podem ser utilizadas por gestores e profissionais de saúde do SUS com vistas à prevenção de desfechos adversos, estratificação de risco e uso mais racional de recursos.
“Esses projetos refletem bem o compromisso da FAPEMA com pesquisas aplicadas, voltadas a problemas prioritários da população maranhense. E todos os resultados têm sido amplamente debatidos com a comunidade científica, gestores, trabalhadores da saúde e sociedade em geral”, enfatiza Erika Thomaz.
Apoio
A história de parceria da pesquisadora Erika Thomaz com a FAPEMA começou com um projeto de Iniciação Científica (PIBIC) em 1997. O foco era o “Programa de prevenção do câncer bucal”.
“O apoio da FAPEMA foi decisivo e estruturante ao longo de toda a minha trajetória científica. Ele esteve presente desde o início, quando eu era estudante da graduação, até os projetos mais recentes de grande porte, com impacto nacional e internacional. Ao longo desses 20 anos, o fomento da Fundação permitiu não apenas a execução de pesquisas, mas a formação de recursos humanos, a consolidação de grupos de pesquisa e a internacionalização da ciência produzida no Maranhão. Sem esse apoio contínuo, minha trajetória certamente teria sido mais difícil e com menor alcance social”, avalia a pesquisadora.

Protagonismo feminino na ciência
Erika Thomaz ressalta, ainda, que sua trajetória na pesquisa científica no estado foi construída coletivamente, com estudantes, colegas da UFMA, profissionais do SUS, gestores e parceiros nacionais e internacionais. “É um trabalho em rede de uma ciência comprometida com o SUS, com a redução das desigualdades e com a melhoria das condições de vida da população do Maranhão”, assinala.
Ela também se orgulha de, no evento do Prêmio FAPEMA 2025, ter estado ao lado de outras duas mulheres premiadas como Pesquisadoras de Destaque. “Todos os resultados que temos alcançado reafirmam o papel das mulheres na ciência maranhense e brasileira e reforça a importância de políticas de fomento que promovam equidade, diversidade e liderança feminina na pesquisa”, exalta.

Para a pesquisadora, o Prêmio FAPEMA cumpre uma função estratégica que vai além do troféu: ele valida a ciência como pilar do desenvolvimento econômico e social do estado. “Ao valorizar trajetórias consolidadas, a premiação inspira jovens cientistas a acreditarem que o Maranhão é, sim, um polo produtor de inovação de ponta”, disse Erika Thomas.





