A proposta é um avanço na área de saúde pública, ao utilizar nova alternativa para apontar sorotipos da doença
Aira Victoria Santos

Graduanda do curso de Ciências Biológicas Licenciatura da UEMA-Caxias. Atualmente é bolsista de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e tem experiência na área de Genética e Biologia Molecular.
VENCEDORA DO PRÊMIO FAPEMA 2025
Categoria: Jovem Cientista
Área de conhecimento: Ciências Biológicas
Título: Inovação em saúde pública: identificação molecular dos sorotipos DENV no estado do Maranhão
Orientador: Elmary da Costa Fraga
A dengue é uma das doenças virais mais desafiadoras para a saúde, especialmente em regiões tropicais como o Maranhão. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a infecção pode variar de quadros leves a formas graves, como a dengue, aumentando o risco de hospitalizações e óbitos. No ano passado, o estado registrou 5,3 mil casos prováveis de dengue, uma redução de 52% em relação a 2024. A identificação dos tipos desta doença é foco de estudo desenvolvido na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Campus Caxias, que promete avanços para a saúde pública, principalmente na área da vigilância epidemiológica.
O estudo que perpassa os resultados laboratoriais. “Identificar onde e quais sorotipos estão circulando ajuda o poder público a agir de forma mais rápida e direcionada, prevenindo epidemias e salvando vidas”, observa a pesquisadora Aira Victoria Lopes Santos. Ela acrescenta que o diagnóstico laboratorial é uma peça-chave da vigilância epidemiológica, sobretudo em estados com condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito.
“Essa identificação molecular dos sorotipos contribui para o planejamento de campanhas de combate ao vetor e para a adoção de estratégias específicas em cada região”, reitera a pesquisadora, Aira Santos.
Intitulada ‘Inovação em saúde pública: identificação molecular dos sorotipos DENV no estado do Maranhão’, a pesquisa de Aira Santos, graduanda em Ciências Biológicas da UEMA, teve a orientação do Doutor em Genética e Biologia Molecular, Elmary da Costa Fraga. O estudo aplica técnicas moleculares para identificar os sorotipos do vírus da dengue em circulação no estado.
O diferencial do estudo está no uso da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), uma técnica de alta precisão capaz de identificar o material genético do vírus, ainda na fase aguda da doença. “O diagnóstico clínico muitas vezes não consegue diferenciar a dengue de outras arboviroses. A PCR permite identificar exatamente qual sorotipo está circulando”, explica Aira Santos. “A identificação molecular dos sorotipos contribui para adoção de estratégias específicas em cada região”, complementa a pesquisadora.
Conectando ciência, criatividade e cidadania, proposta que se pauta no ensino da robótica vem promovendo transformação na vida de jovens estudantes de Tuntum, município distante cerca de 370 km da capital São Luís. Com a ação ‘Robótica na prática: Aprendizado, Colaboração e Inovação’, alunos da rede municipal deram os primeiros passos neste universo e conheceram suas múltiplas possibilidades. A ação integra o projeto A Robótica Prototipando Sonhos, desenvolvido pelo SESI Maranhão em parceria com a FAPEMA, proporcionando abertura de novos horizontes aos participantes e elevando a qualidade do ensino público na região.
A ação é focada no desenvolvimento das habilidades conhecidas como STEAM – Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática. Desenvolvido pelo estudante André Luís Moura, sob orientação da pedagoga Samira Alves, a iniciativa vai além da construção de robôs e trabalha também o desenvolvimento pessoal. A ação foi estruturada com foco na preparação dos estudantes para torneios de robótica, promovendo a troca de experiências entre eles, orientando na resolução de problemas do mundo real. A experiência incentivou o trabalho em equipe, a liderança, a comunicação e o pensamento crítico entre os estudantes.

O impacto na vida dos participantes é visível, observa André Moura. “A robótica chegou para mostrar que eles têm potencial para inovar, resolver problemas reais e transformar o ambiente em que vivem. Muitos deles nunca tinham tido contato com essas tecnologias, e agora já pensam em carreiras na área”, destaca.
Participaram do processo de execução do projeto, alunos de várias escolas do município, cada um trazendo suas próprias habilidades e potenciais. A diversidade de talentos foi canalizada em projetos colaborativos e inovadores, com foco em soluções para desafios reais. Os estudantes aprenderam sobre eletrônica e programação, como também passaram a enxergar novas possibilidades de futuro. O projeto também criou um sentimento de pertencimento, com a robótica se tornando parte da identidade dos alunos e da própria cidade. “Mostramos que robótica não é só montar robô, é pensar em soluções, criar impacto, entender o mundo de forma crítica e construtiva”, acrescenta André Moura.





