Historiador Marcelo Galves articula ensino, pesquisa e gestão acadêmica para fortalecer a produção científica e a pós-graduação no Maranhão.
Marcelo Galves

Possui graduação em História pela Faculdade de Ciências e Letras de Avaré, mestrado em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, doutorado em História pela Universidade Federal Fluminense e pós-doutorado pela Universidade Nova de Lisboa.
VENCEDOR DO PRÊMIO FAPEMA 2025
Categoria: Pesquisador Sênior
Área de conhecimento: Ciências Humanas e Sociais
Título: Fazer História do e no Maranhão: quinze anos de ensino, pesquisa e gestão acadêmica

O historiador Marcelo Cheche Galves, professor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), tem uma trajetória acadêmica marcada pela articulação entre ensino, pesquisa, gestão universitária e formação de recursos humanos. Ingressou na UEMA como docente em 2002, logo após concluir o mestrado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Galves participou ativamente do processo de consolidação do curso de História da instituição.
Ele atuou prioritariamente nas disciplinas de caráter teórico-metodológico e no ensino da História do século XIX, área que permanece como eixo central de sua atuação acadêmica. Assumiu a coordenação do curso de História em 2024, reforçando seu envolvimento com a gestão universitária desde os primeiros anos de carreira.
Com tese defendida em 2010, sua formação em doutorado foi realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF), onde dedicou-se à análise da imprensa e do processo de Independência no Maranhão. A pesquisa abriu novas possibilidades interpretativas sobre o período, ao situar o estado em diálogo com outras províncias do Norte e com as transformações políticas do mundo luso-brasileiro.
Em 2009, Galves fundou o Núcleo de Estudos do Maranhão Oitocentista (NEMO), diretório de pesquisa vinculado ao CNPq, que coordena até hoje. Por meio do Núcleo, o pesquisador fomentou a produção de novos estudos sobre temas como circulação de impressos, cultura política, espaços públicos de representação e construção do Estado nacional. As pesquisas desenvolvidas no âmbito do NEMO resultaram em livros, artigos, capítulos e na sistematização de documentação histórica amplamente utilizada por pesquisadores no Brasil e no exterior.

Outro marco de sua trajetória foi a coordenação da implementação do Mestrado Profissional em História da UEMA, em 2014, programa que ampliou a formação de professores e pesquisadores no estado. O doutorado em História foi aprovado em 2019, com sua participação direta na comissão responsável pela proposta. Ao longo dos anos, Marcelo Cheche Galves também ocupou cargos estratégicos na gestão universitária, destacando-se como Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UEMA nos períodos de 2015 a 2018 e, novamente, a partir de 2023.
Na condição de pró-reitor, teve papel decisivo na expansão da pós-graduação da universidade. Dos 31 cursos de mestrado e doutorado existentes atualmente na UEMA, 20 foram aprovados nos períodos em que esteve à frente da pró-reitoria, contribuindo diretamente para o fortalecimento da pesquisa e da formação avançada no estado. Sua atuação também impulsionou a internacionalização da pós-graduação, com destaque para o acordo firmado com a FAPEMA que possibilitou, em 2025, o envio de dezenas de estudantes para estágios sanduíche em diferentes países.
A produção científica do pesquisador é expressiva. Desde 2010, publicou 24 artigos acadêmicos, 3 livros autorais, 42 capítulos de livros e participou da organização de coletâneas, dossiês e verbetes, muitos deles em periódicos e editoras de alto impacto. Seus trabalhos contam com financiamento de agências como CNPq, Capes e FAPEMA e apresentam ampla circulação nacional e internacional, refletida no número crescente de citações e parcerias institucionais.
Um aspecto central de sua trajetória é a formação de recursos humanos. Galves concluiu 41 orientações de iniciação científica, 11 de mestrado e 2 de doutorado, além de acompanhar novos orientandos em diferentes níveis. Muitos de seus ex-orientandos atuam hoje como docentes em universidades e instituições públicas, ampliando o alcance social e acadêmico de sua atuação.





