Revista Inovação FAPEMA

CENTRAL MULTIUSUÁRIO DE HISTOLOGIA DA UFMA: O OLHAR MICROSCÓPICO QUE TRANSFORMA A CIÊNCIA

Com o apoio estratégico da FAPEMA, laboratório completa sete anos de atividades e pesquisas de alto impacto em patologias como câncer e diabetes

Central contribui para a formação de recursos humanos qualificados, preparando estudantes para os desafios da pesquisa científica de alto nível

Marcus Paes

Graduado em Farmácia pela UFMA, possui mestrado em Ciências Biológicas (Biologia Celular) pela Universidade Estadual de Maringá e doutorado em Cardiologia pela Universidade de São Paulo. 

Na ciência, muitas vezes a prova definitiva de uma descoberta não está no que os olhos veem, mas no que o microscópio revela. É nesse cenário de precisão que a Central Multiusuário de Histologia, situada no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), desempenha um papel fundamental. Em atividade há mais de sete anos, o centro tem garantido a formação de recursos humanos qualificados para os desafios da pesquisa científica de alto nível.

 A Central Multiusuário de Histologia, integrada ao Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (RENORBIO), atua como um núcleo estratégico de suporte à pesquisa científica, realizando desde o processamento básico até análises complexas de tecidos biológicos.

Segundo o coordenador da central, o professor Marcus Paes, as atividades desenvolvidas no local incluem a fixação, inclusão em parafina, microtomia (cortes ultrafinos) e colorações histológicas convencionais e especiais.

“Este trabalho é fundamental para a compreensão detalhada das alterações e dos mecanismos histopatológicos de diversas patologias, como obesidade, diabetes, diferentes tipos de cânceres, entre outras condições, permitindo que pesquisadores investiguem a fundo como essas doenças afetam a estrutura celular e tecidual”, explica Marcus Paes.



Pesquisadores do CCBS utilizam a Central como núcleo estratégico para validar descobertas sobre câncer, diabetes e obesidade

O pesquisador destaca, ainda, que a histologia é, muitas vezes, o “ponto de prova” de um experimento. “É através dela que o pesquisador visualiza o efeito real de um fármaco ou a evolução de uma doença no organismo”, completa.

Referência em pesquisa

O centro está em plena atividade há mais de 7 anos, consolidando-se como uma unidade de referência dentro da UFMA. Ao longo desse período, a Central não apenas processou uma vasta gama de amostras, mas também contribuiu decisivamente para a formação de recursos humanos qualificados, preparando estudantes para os desafios da pesquisa científica de alto nível.

Para isto, o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) foi fundamental. Tudo se iniciou com a aquisição dos primeiros equipamentos de ponta através do edital Pró-Equipamentos. Além do suporte inicial, a FAPEMA tem sido uma parceira estratégica na manutenção e atualização tecnológica do centro, custeada por meio de editais de serviços. “Esse investimento público é o que garante que pesquisadores e alunos tenham acesso a uma infraestrutura de nível internacional aqui no Maranhão”, enfatiza Marcus Paes.

Recentemente, a Central Multiusuário de Histologia foi contemplada pelo edital Resolução Infra, de  apoio à recuperação e modernização da infraestrutura para pesquisa em Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu no estado.

“Esse tipo de recurso é determinante para a excelência dos resultados. Como operamos máquinas que exigem extrema precisão para cortes micrométricos e inclusão de tecidos, qualquer desgaste pode comprometer a integridade das amostras e a confiabilidade dos dados. A manutenção constante evita interrupções no cronograma das pesquisas, prolonga a vida útil do patrimônio e assegura que a central continue operando com a acurácia necessária para a ciência moderna”, observa Marcus Paes.

Central contribui para a formação de recursos humanos qualificados, preparando estudantes para os desafios da pesquisa científica de alto nível

Infraestrutura de ponta

Atualmente, o centro atende diretamente mais de 3 docentes pesquisadores e 6 discentes (entre alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado). “Mas o alcance da central é rotativo e abrangente. Como laboratório multiusuário, ele serve de infraestrutura crítica para diversos grupos de pesquisa do CCBS que dependem da análise tecidual rigorosa para validar suas descobertas”, pontua Marcus Paes.

A demanda da Central é contínua e dinâmica, refletindo a importância da histologia como base para a maioria dos estudos experimentais com animais de laboratório. Além disso, a existência do laboratório otimiza o tempo dos pesquisadores e eleva o padrão de qualidade das publicações científicas, permitindo que os projetos maranhenses alcancem relevância em periódicos de alto impacto com dados robustos e análises morfológicas precisas.

Ao consolidar-se como unidade de referência, a Central reafirma que a ciência de ponta no Maranhão depende de infraestrutura sólida e apoio contínuo. Ao desvendar os mecanismos celulares de patologias que afetam a população, o laboratório não apenas produz artigos, mas contribui para o futuro da saúde pública e da inovação biotecnológica no Maranhão.

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