O pesquisador Marcelino Santos Neto une tecnologia de ponta e gestão pública para transformar indicadores em decisões que salvam vidas.
Marcelino Neto
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Farmacêutico-bioquímico e doutor em Ciências pela USP, atuando como pesquisador na UFMA em Imperatriz desde 2009. Especialista em epidemiologia digital, utiliza o geoprocessamento para transformar dados complexos em estratégias de saúde pública.
VENCEDOR DO PRÊMIO FAPEMA 2025
Categoria: Pesquisador Sênior
Área de conhecimento: Ciências da Saúde
Título: Ciência e inovação em saúde pública no Maranhão: trajetória e contribuições científico-tecnológicas de Marcelino Santos Neto.
O pesquisador utiliza ferramentas de ponta, como o geoprocessamento e os sistemas de informação geográfica (SIG), para entender como o ambiente e a economia moldam a saúde da população. “Na prática, isso significa que a bioquímica e a saúde pública saem do microscópio para serem visualizadas em mapas de alta precisão”, explica ele. No mundo real, essa metodologia é a mesma utilizada globalmente para rastrear a origem de surtos de cólera, monitorar o avanço de doenças tropicais influenciadas pelas mudanças climáticas ou identificar desertos assistenciais onde a falta de saneamento básico potencializa infecções bacterianas.
Ao cruzar dados biológicos com indicadores socioeconômicos, as investigações de Marcelino Neto sobre determinantes sociais permitem ao governo alocar recursos de forma eficiente e estratégica. Em um contexto de alocação de recursos direcionados na saúde, saber exatamente onde um foco de tuberculose ou hanseníase está se expandindo é a diferença entre uma política pública eficaz e o desperdício de recursos.
O pesquisador afirma que seu esforço científico-tecnológico está “diretamente concatenado às diretrizes do Plano Estratégico Maranhão 2050”, visando reduzir as disparidades regionais através de uma gestão baseada em evidências. Através da análise de incidência e prevalência, ele apoia a gestão pública na identificação de surtos e no monitoramento de tendências epidemiológicas, provando que a pesquisa aplicada é o que permite a “transformação de realidades locais”, movendo-se além da teoria para a prática assistencial direta.
A qualidade do trabalho de Marcelino Santos Neto pode ser traduzida, também, em números: entre 2020 e 2025, ele publicou 112 artigos científicos, sendo que 56,25% estão nos estratos de elite da CAPES (Qualis A). Esse volume de produção não é apenas estatístico; ele representa o intercâmbio constante entre os desafios da saúde maranhense e o que há de mais atual na ciência mundial. Esse reconhecimento abre portas para parcerias internacionais que hoje se estendem às Universidades de Lisboa e Évora, em Portugal, e a grupos de pesquisa no Chile, assegurando que o Maranhão esteja inserido nos debates científicos globais.

Ao conectar as particularidades de doenças como a COVID-19, a tuberculose e a hanseníase com redes internacionais de pesquisa, o pesquisador transforma o Maranhão em um laboratório de soluções globais. Ele tem dedicado seu trabalho à “interface entre ciência, tecnologia e inovação, com foco em pesquisas que articulem distintas áreas da Saúde Pública e forneçam subsídios para a gestão de sistemas e serviços de saúde, voltados à prevenção, detecção precoce e tratamento eficaz de doenças e agravos”.






